13 de set. de 2010

Cinema é no Cinemark.



A Cinemark é a maior rede de cinemas do Brasil e a segunda maior no mundo.

A empresa tem um conceito inovador e moderno de comunicação. São centenas de monitores dispostos em lugares estratégicos e controlados. Respeita a originalidade do cinema e dá preferência para filmes legendados.

Quando penso em cinema, penso em Cinemark. Lá os preços são acessíveis e há muito conforto.

Compre online, o que está esperando? Ou procure o complexo mais perto da sua casa.

cinemark.com.br

Esta postagem não é um publieditorial.

viver num mundo virtual.

Corrigi alguns erros de digitação no texto e adaptei à linguagem brasileira. O texto original certamente foi escrito por um português.

"Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava desenvolvendo, além de planejar a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?
Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail.
Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas.
Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.
- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.
Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem?
Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora.
O peso na consciência, impedem-me de o dizer.
Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele.
Então sentou-se à minha frente e perguntou:
- Senhor o que está fazer?
- Estou lendo uns e-mail.
- O que são e-mail?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses): – É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Senhor você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.

- E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar, pegar… é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer.
Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?! – Exclamo eu!!!
- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira…Virtual.

A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.

Isto é virtual não é senhor???
Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino acabasse de literalmente “devorar” o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um “Brigado senhor, você é muito simpático!”.
Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!"

12 de set. de 2010

explicando o 'slogan' do blog.

Mais alertas do que isso, só os escoteiros.

Você já deve ter reparado no slogan do Filosofando online.

No início do blog os "biscoitos da sorte" se entretinham e muita gente atualizava a página só para ver a nova mensagem.

Hoje o seu slogan é "Porque é virtual pensar". Há um duplo sentido em sua frase.

Se você não entendeu ou tem alguma dúvida, clique aqui.

Simples, não?!

pleonasmo redundante.

Apesar de não concordar com algumas coisas, eu admito: o cara é bom!

11 de set. de 2010

Escritores da Liberdade - (Freedom Writers).



Não escolhi esse filme só porquê eu gosto dele. Escritores da Liberdade é um filme de filosofia que trata de realizações situadas à adversidade, ao infortúnio.

Uma professora tenta lidar com alunos rotulados pela própria escola como adolescentes "problemáticos". A sala de aula era uma mistura de Latinos, Afro-americanos, Cambojanos, entre outros, muitos dos quais cresceram em vizinhanças agressivas e participavam de gangues. Nas primeiras semanas de aula, os estudantes obstruíram a aula mostrando que não estavam interessados no que sua professora precisava ensinar, inclusive fazendo apostas sobre quanto tempo a professora duraria em sua sala de aula.

Erin Gruwell tomou a missão de não desistir dos alunos. Em resumo, a história mostra como a autodeterminação ou autocausalidade, segundo a qual a Liberdade é a ausência de condições e de limites, pode mudar uma história e fazer uma diferença na vida dessas pessoas. O drama foi baseado em uma história real.

Assista o filme e você irá se surpreender.

o que é filosofar. (5)

A filosofia tem um sentido muito amplo, por isso existe essa sessão.

Filosofar é ter a mente aberta para mudar de opinião ou de conceito. Mas antes disso, um conceito que vem junto com "filosofar" e "opinião", antes de me adiantar, é de que a conversa alimenta novas ideias e nossos pensamentos mudam, mas não necessariamente de forma negativa e desastradora.

O tempo passa e nós envelhecemos junto com as outras pessoas. Há uma parcela que se preocupa com a idade, a outra em que não se preocupa, e ainda há uma terceira parcela que mente a idade para não se preocupar, porque no fundo se preocupa. Precisamos ter sempre um ídolo filosófico para nos basearmos antes de pensar em filosofar qualquer coisa. O mundo já existia antes da gente nascer e antes do seu mestre (professor).

O mais difícil é entendermos que somos ignorantes e aceitar nossas fraquezas. Não se trata de humildade - não neste caso -, mas sim de compreendermos que não sabemos de nada, e que não importa quantos livros você já leu e nem se você passa a mão embaixo do queixo enquanto está conversando.

Nos concentramos então nas coisas como elas são, e não como elas estão. Quando você coloca um ovo perto de uma galinha, você a incentiva a botar ovos ali. O ócio (e não confunda com preguiça) faz parte da natureza do homem, que não depende da sua classe e nem do jeito.

Vamos com calma, pois o mundo ainda gira. E a Terra demora 24 horas para girar em torno de si mesma.

9 de set. de 2010

número de visitantes online no blog.



Agora o blog mostra o número de visitantes onlines aqui. Na página principal do Filosofando online, lá em cima: "X visitante(s) online(s)".

O número é rigorosamente fiel, pois marca por IP, assim evita aparecer mais ou menos números.

7 de set. de 2010

nova enquete - vote com carinho!


Pessoal, participem da nova enquete do blog.

Muitos passam por aqui e nem olham que tem uma pesquisa. Quando uma termina, ela é guardada junto com as anteriores.

Participe!

'como diz o outro'.

Que foto!



São Paulo não chove há muitos dias, e hoje acorda com pingos, relâmpagos e trovões.

Me sinto inspirado em dias assim, e aproveitando disso, escrevi alguma coisa quando acordei. Depois eu termino.

A chuva me inspira, assim como sempre me trouxe inspiração, com seu barulho único e singular das águas caindo, a escrever, mesmo quando eu ainda não escrevia. Na infância eu gostava de sentir a chuva como se fosse uma namorada. O ruim é te-la que esperar um tempão, às vezes, para poder vê-la e senti-la novamente.

E pensar que, enquanto uns perdem seu barraco, outros vendem guarda-chuva. Assim é a vida.

frases da semana. (9)

Bom feriado a todos.



"Põe quanto tu és no mínimo que fazes".
Fernando Pessoa

"A sabedoria vem de escutar; de falar, vem o arrependimento".
Provérbio italiano

"Volta teu rosto sempre na direção do sol e então as sombras ficarão para trás".
Sabedoria oriental

"Tudo é filosofar".
Rita de Cássia (escritora do Blog)

"Se não podes ser o que és, sê com sinceridade o que podes".
Ibsen

"É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil".
Friedrich Nietzsche

"Sem a música, a vida seria um erro".
Friedrich Nietzsche

"A vida mais doce é não pensar em nada".
Friedrich Nietzsche

"Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro".
Confúcio

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir".
René Descartes

nota: as frases aqui citadas, não representam necessariamente a minha opinião e nem me influencia.

6 de set. de 2010

Analisando online. (1)

Começo hoje uma nova série aqui no meu blog. Em, "Analisando online", eu escolho uma letra de música e faço a minha análise. Começarei com Sapato 36 (álbum - O dia em que a Terra Parou, 1977), do Raul Seixas, composta por ele mesmo.

Em Sapato 36, Raul Seixas expressa a diferença entre "pai e filho". O filho pensa diferente do pai, mas o pai não respeita isso e empurra o número 36, mas o filho calça 37. De um lado a liberdade, do outro a submissão; uma metáfora em relação a dor do sapato apertado, a dor da alma, da falta de autonomia.

"Dói mas no dia seguinte, aperto meu pé outra vez". O sapato, é o instrumento que a gente usa para caminhar... Também pode ser uma analogia com o "caminhar sozinho", com o "caminhar na vida", filosoficamente falando.

Um desabafo, um grito de liberdade e indignação à censura do pai em proibir as coisas ao filho.

"Pois eu já escolhi meu sapato, que não vai mais me apertar". Já escolheu o que vai fazer, e não se sentirá mais preso ao pai; sem apertar seus passos, sem impor limites. Em suma, a música expressa a liberdade e a falta dela, um grito de sufoco e vontade de fazer as coisas do próprio jeito, sem submissão.